Perecendo na essência inerente ao meu pensamento, impludo na mais singela reacção exterior interior da minha alma, a ânsia desinibida de sucumbir em lágrimas de sangue no piso desnorteado da minha tenaz inconsciência, na loucura indomável dos meus paradigmas ultrapassáveis, para cair, pura e simplesmente, no silêncio da noite, que me irá salvar das correntes ilusórias e atrozes das conexões que me ligam a vocês, ao mundo, à revolta do meu choro incontrolado e imparável, que abrindo o rego de ferida na minha face me tornam mais repugnante, perante esse espelho, alusivo à irrealidade anormal e absurda que alguém tenta catapultar à hilariante noção de realidade… Que se eternize a minha batalha, e que sucumba de gargalhadas. Superar o algo. Agarrar os objectivos simples e desprezar o destino ditado, evitar o pathos que se irá apoderar de nós. A espécie extinta de delinear o futuro, com o mero objectivo indiferente à vida alheia mais pessoal, tão pessoal, que poderia ditar a tua personalidade em dois segundos, os teus traços, os teus desgostos, os teus ódios, no depósito inevitável da desilusão constante num pretexto de vida, uma meta esburacada, que tentará, para os outros, apagar algo que para ti permanecerá intocável na tua consciência, na tua aparente mentirosa e moribunda consciência, que um dia se desvendará na realidade que tanto procuras e tanto odiarás. Foda-se para este mundo, que tantas vezes te equivoca, tantas vezes te rebaixa ao esplendor de não lutar e exigir, o que de ti poderias dar, a ponte invisível que se encontra já ali, ali no corredor do sangue, suor e lágrimas, que tantas vezes evitas, com a tua auto-misantropia, o medo de desonrar o teu sangue, a carência de nunca ter suado, o excesso do teu choro. Não desistamos grande amigo, fecha o punho à iluminação fácil que te apresentam, acarreta em ti o teu passado e escreve-o em pedra, sem desejar a lápide insensata que te dedicarão, vinga o teu passado com o olhar objectivo de conseguir, sem aldrabar ou não tentar, excluindo a hipótese revolucionária que o teu inconsciente te traria: alimenta o teu consciente, empunha a espada que sempre te acompanhou submersa nos teus defeitos e cavalga, cavaleiro errante da tua missa e crenças, tão únicas e especiais que mudariam o mundo em dois toques: o de nascer e morrer… Sem se aperceber que é só isto, grande amigo… Duas datas distintas que se complementam, num mar turvo e imutável da nulidade, do falhanço mútuo e universal pelo que sofremos e iremos sofrer. Que comece a batalha infindável entre mim e o sonho de falhar, pois já nasci.